1. A crise da saúde passa por uma mudança radical da mentalidade dominante que a considera como uma mercadoria da indústria farmacêutica. Deve se dar ênfase à medicina preventiva, sanitarista e à eliminação das agressões ambientais, com maior espaço para as terapias alternativas, evitando a doença, educando a população quanto à higiene e à alimentação sadia, socializando o saber-saúde.

A recuperação da saúde passa pelo:

  • estímulo a uma formação médica holística. Tratar ao doente e não a doença;
  • estímulo à democratização das informações, capacitando a pessoa ao autoconhecimento, autoconfiança e autocura;
  • reabilitação da medicina pública através da elevação do nível salarial dos profissionais da saúde, implantação efetiva do SUS e afastamento dos postos de poder de médicos e gestores ligados aos interesses da medicina privada e seguro saúde, que devem se moldar às condições de mercado sem favorecimento cartorial do Estado;
  • combate permanente às fraudes nos estabelecimentos conveniados;
  • estimular a formação de agentes comunitários de saúde com ênfase na saúde preventiva e nas terapias alternativas;
  • implementação de uma campanha permanente de prevenção da infecção hospitalar;
  • reaparelhamento dos setores de emergência e programas médicos específicos para mulheres, idosos, crianças, adolescentes e trabalhadores;
  • rigoroso controle da qualidade do sangue e outros hemoderivados;
  • realização de campanhas de educação e prevenção às doenças infecto- contagiosas, investimento na pesquisa de terapias, isenção total de taxas e trâmites burocráticos para a importação de medicamentos essenciais de qualquer espécie, notadamente para os portadores de HIV e de outras doenças infecto- contagiosas de caráter grave, se consideradas epidêmicas ou pandêmicas, com rígida fiscalização.