Colégios Cívico – Militares: um novo modelo de escolas no Paraná

Com a aprovação da Lei Estadual nº 20.338/2020, que instituiu o Programa Colégios Cívico-Militares, o Governo do Estado instituiu um novo formato de escolas no Paraná. Todas as disciplinas curriculares básicas serão mantidas, mas os estudantes terão aulas extras de português e matemática, aprofundando seus conhecimentos nessas áreas. Além disso, também serão ministradas aulas complementares de educação financeira, cidadania e civismo.

Colégio da Polícia Militar do Paraná. Foto: Arnaldo Alves/ANPr

Como a grade curricular será extensa e a carga horária de aulas será maior do que o normal, os estudantes passarão mais tempo em sala de aula e longe das ruas. A experiência tem mostrado que o tempo extra de estudo e dedicação se traduz em aumento de desempenho dos estudantes. Segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o desempenho médio dos alunos de escolas cívico-militares é 20% maior do que na educação tradicional.

O Secretário Estadual de Educação, Renato Feder, destacou os importantes ganhos que a educação cívico-militar deve trazer aos alunos: “Teremos aulas adicionais de português, matemática e civismo, para estudar leis, Constituição Federal, papel dos três Poderes, ética, respeito e cidadania. Os alunos vão estudar mais. E no Ensino Médio a principal mudança é a implementação da educação financeira”. E concluiu: “A educação está se transformando no Paraná. É um modelo que acreditamos para o futuro”.

O Governo pretende instalar, gradualmente, 215 colégios cívico-militares no Estado, distribuídos por 118 municípios. As mudanças deverão atingir cerca de 129 mil alunos da rede pública estadual de ensino. Segundo enfatizou o Governador Ratinho Jr. “Esse é um modelo vencedor. Se é vencedor, queremos ofertar essa modalidade. A implantação será feita de forma democrática”.

Para que seja possível a conversão de uma escola comum em cívico-militar, a Lei Estadual nº 20.338/2020 impôs requisitos a serem seguidos e garantiu a participação popular democrática no processo. A escolha pela transformação da escola ou não em cívico-militar será da comunidade escolar, que poderá votar na consulta pública a ser realizada nos dias 27 e 28 de outubro. Poderão votar os professores, pais de alunos e os próprios alunos, desde que maiores de 18 anos.

No mais, segundo esclareceu a AEN – Agência Estadual de Notícias, “A nova modalidade de ensino funcionará com gestão compartilhada entre militares e civis em escolas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. As aulas continuarão sendo ministradas por professores da rede estadual, enquanto os militares serão responsáveis pela infraestrutura, patrimônio, finanças, segurança, disciplina e atividades cívico-militares. Haverá um diretor-geral e um diretor-auxiliar civis, além de um diretor cívico-militar e de dois a quatro monitores militares, conforme o tamanho da escola.”

FONTE: Assessoria de Imprensa do Deputado Estacho