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Segundo dados preliminares do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), 673 mulheres foram eleitas nos municípios paranaenses nas últimas eleições. Foram 582 vereadoras, 38 prefeitas, e 53 vice-prefeitas. O número corresponde a 14,5% do número total de eleitos no Estado do Paraná. No Brasil, as mulheres representam 12% dos prefeitos eleitos no primeiro turno das eleições municipais. E 16 % do total de eleitos para as câmaras municipais.

Para a deputada federal Leandre Dal Ponte (PV-PR), o número ainda é baixo. E muitos municípios, com o caso de Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, por exemplo, não elegeu nenhuma mulher para compor a próxima Câmara de Vereadores.

Importante destacar que os números são preliminares, pois apenas um município paranaense terá segundo turno: Ponta Grossa. Mas lá as duas candidatas que disputam a prefeitura são mulheres.

Segundo Leandre, mesmo sem nenhuma vereadora eleita no município, existe uma possibilidade de as mulheres se sentirem mais representadas nos legislativos municipais. Trata-se da criação de uma Procuradoria da Mulher, um órgão que zela pela defesa dos diretos das mulheres, além de incentivar a participação das parlamentares nos trabalhos legislativos.

“Eu tive a oportunidade de ser Procuradora da Mulher na Câmara dos Deputados. E, como consequência, estamos trabalhando nos últimos dois anos para criar o maior número possível de procuradorias da mulher no Estado do Paraná. Já tivemos grandes resultados, como a criação da Procuradoria da Mulher na Assembleia Legislativa do Paraná. Mas ainda temos muito trabalho pela frente”, comentou Leandre.

A deputada conta ainda que já fez o levantamento de todas as vereadoras eleitas no Estado do Paraná, para comunicá-las sobre o processo de criação de uma procuradoria da mulher.

“E naqueles municípios que não tem nenhuma vereadora eleita para o próximo mandato, é possível indicar uma servidora da Câmara de Vereadores para assumir a procuradoria. Então, estamos incentivando para que grupos de mulheres que estão descontentes com a falta de representatividade no legislativo, se organizem, e através de uma ação popular sugiram a criação de uma procuradoria”, disse a deputada.

Violência

Leandre também destaca o papel da procuradoria da mulher no combate à violência e à discriminação contra as mulheres. “Nós recebemos muitos pedidos de criação de delegacia da mulher, na maioria dos casos, mesmo os índices de violência contra a mulher serem elevadíssimos; essas cidades por vezes não têm nem delegacia de polícia, não cabendo a possibilidade de ter uma delegacia da mulher”.

Ela pondera que mesmo aquelas cidades que não possuem uma delegacia da polícia, possuem, sim, uma Câmara de Vereadores.

“É a casa do povo. E tem o dever de trabalhar para garantia dos direitos da população. Com a procuradoria da mulher em funcionamento, podem acompanhar mais de perto as ações e as políticas públicas voltadas para as mulheres de todos os níveis de poder”.

Informações

Mais informações sobre a criação das procuradorias da mulher, pode entrar em contato com o Escritório Político da deputada, no Paraná, ou então, com o Gabinete, em Brasília.

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